por Alice Bresolin




A sociedade atual é uma grande defensora da realização pessoal dos indivíduos. Se por um lado é verdade que todo homem busca realizar-se, por outro, é possível questionar as vias para alcançar essa realização. 

Entre os slogans mais repetidos, sobressaem ideias de cunho narcisista-hedonista tais como: “faça o que tiver vontade”, “aproveite a vida”, “viva o prazer sem limites”.

No entanto, a vivência dessas máximas de felicidade termina frequentemente em um estado de vazio e frustração. Para quem já experimentou de tudo, chega-se a um ponto em que nada satisfaz.

Apesar disso, a felicidade não é algo inalcançável. A alegria de viver é parte do ensinamento que Cristo transmitiu com sua vida e mensagem. Eis a sua fórmula de realização pessoal: Há maior alegria em dar do que em receber. (Atos 20,35). 

O paradoxo da felicidade consiste em encontrar a própria realização em algo que vai muito além de si mesmo e é capaz de redimensionar as diversas situações da vida. A alegria de entregar-se é mais profunda e duradoura que o gozo de um bem passageiro. Nasce da experiência de velar pelo outro acima da recompensa e da satisfação pessoal que isso possa proporcionar. 

Só assim, na liberdade de perde-se por amor, é que o homem reencontra verdadeiramente a si mesmo e descobre na própria vida a veracidade da mensagem de Cristo.

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